Thor

Por Johny Strassburger

Ragnarok já dava sinais de que viria para arrasar. Com trailers repletos de ótimas cenas de ação, o filme que estreou dia 26 de outubro (Terça-feira) não decepcionou. Como um fã e apaixonado por filmes de super-heróis, acredito que o terceiro filme do Deus do Trovão seja empolgante para dizer o mínimo.

Com novamente Chris Hemsworth interpretando plenamente nosso vingador asgardiano, Thor descobre que tem uma irmã, Hela (magnífica atuação de Cate Blanchett), a Deusa da Morte, que pretende governar Asgard e conquistar todos os nove reinos posteriormente. Para ajudar a destruí-la, Thor se junta a Loki (Tom Hiddleston), seu irmão e Deus da Mentira, Valquíria, uma poderosa guerreira de Asgard (Tessa Thompson), e o Incrível Hulk (Mark Ruffalo). Juntos, tentarão impedir que a profecia Ragnarok aconteça.

Temos tudo o que um bom filme de ação pede: um bom roteiro, uma boa história, um ótimo elenco, uma perigosa e poderosíssima vilã, ou nesse caso vilões, se contarmos Surtur. Ótimas cenas de ação, com muitas lutas, perseguições e uma boa pitada de comédia, postadas adequadamente durante o filme, resultando em cenas hilárias.

As atuações do elenco são impecáveis, um fato um tanto quanto “surpreendente”, pois num filme de super-herói, o que realmente chama a atenção do público são as cenas de ação e nem sempre as emoções dos personagens são transmitidas apropriadamente. Mas convenhamos, com um elenco recheado de nomes consagrados, não poderíamos esperar algo diferente.

É preciso destacar também o ótimo trabalho da equipe responsável pelos belos efeitos especiais, que gera um visual incrível aos cenários e às cenas de ação do filme. As conversas entre Thor e Hulk são de uma sintonia abismal, parecendo realmente haver um Deus e um gigante verde acessível ao nosso toque, diante de nossos olhos. Mark Ruffalo empresta uma caracterização facial impressionante ao Golias Esmeralda, que ainda não tínhamos visto nos filmes anteriores, privando seu Hulk de falas mais complexas. Mas a surpresa está na atuação de Cate Blanchett. Toda vez que Hela aparece na tela, a atriz australiana rouba a cena, nos brindando com uma verdadeira vilã, maligna e aterrorizante com uma estupenda atuação e caracterização.

E fechando com chave de ouro, não poderia deixar de falar da trilha sonora do filme, que é simplesmente maravilhosa. Grandes lendas do Rock, como: Queen, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, ACDC… até a inesquecível Immigrant Song, de Led Zeppelin. Ou seja, além do filme, prepare-se para música de alta qualidade. Recomendado.