Star Wars – O Despertar da Força

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Por Dener Leal Bittencourt

“Houve um despertar, você sentiu?” – Snoke.

Star Wars 7 o filme mais aguardado do ano, já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares em apenas 12 dias desde a sua estreia (Portal G1), lotando os cinemas de todo o mundo, considerando que o filme ainda não estreou na China e que possivelmente possa ultrapassar o filme Avatar nas bilheterias.

“O Despertar da Força” serviu para que os fãs da famosa saga de George Lucas pudessem sentir nostalgia, emoção, medo e todos os sentimentos possíveis que a trilogia clássica trazia, sem desmerecer os filmes da trilogia nova que conta a história de Anakin Skywalker. O diretor J. J. Abrams realmente acertou na fórmula do sucesso e provou ser um fã de todo o universo, trazendo de volta a magia que a trilogia de 1977 tem, misturando com novos efeitos especiais e trazendo a incrível trilha sonora de John Williams. Fez com que, de alguma forma continuasse a história a partir do “O Retorno do Jedi”, trazendo os atores da época de volta como Mark Hamill (Luke Skywalker), Carrie Fisher (Princesa Léia), Harrison Ford (Han Solo), porém dando mais destaque aos atores novos como Daisy Ridley (Rey), John Boyega (Finn), Adam Driver (Kylo Ren) e Oscar Isaac (Poe Dameron). Sem dúvida, esse elenco de novos atores honraram a história.

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Percebemos claramente que nesse primeiro filme da nova trilogia de Star Wars, o diretor J. J. Abrams quis trazer de volta todos aqueles monstros e efeitos à moda antiga, com fantasias e construções cenográficas reais do que os efeitos em CGI, como vemos nos episódios 1, 2 e 3 de Star Wars. Trouxe de volta os personagens clássicos, porém deixando o brilho para apresentar os novos atores e deixando o máximo de mistério sobre eles, para que se desenvolva a história dos futuros filmes, e J. J. abrams não apenas fez uma releitura dos antigos filmes como também trouxe algo que é característico dos filmes que produziu, como por exemplo os travellings de câmera frontais, os lens flare (reflexos de luz na lente, algo muito usado em “Star Trek, filme também produzido por J. J. Abrams, porém em Star Wars ele usou com sabedoria este efeito), e algo muito legal que prende a atenção do publico, são as cenas que acompanham a famosa nave Millenium Falcon, em que a câmera está posicionada atrás da nave e acompanhamos a batalha estelar toda, fazendo parte da cena.

Sendo o primeiro filme de uma nova trilogia, algo que é característico e que fizeram muito bem, foi o fato de deixar muitas perguntas no ar. O filme termina, deixando os espectadores vidrados na telona com milhares de perguntas na cabeça e aguardando ansiosamente a continuação no episódio 8. O filme retrata a continuação do episódio 6 se passando por volta de 30 anos após a queda do Império galáctico, mostrando que o lado negro da força pode assumir diversas formas, O Despertar da Força apresenta a Primeira Ordem sob o comando do Líder Supremo Snoke e traz tbm a Resistência, sob o comando da República. O surgimento da Primeira Ordem, ou os fatos que aconteceram durante esse período, é algo que a Disney preferiu guardar segredo para futuros filmes, mas a forma que o filme se desenvolveu foi envolvente, cativante e empolgante fazendo com que os espectadores amassem os novos personagens (aqui de modo especial BB8, o droid mais cativante do universo), e deixando dúvidas sobre quem são os Jedis atuais, ou se existe equilíbrio na força, é possível que exista atração também pelo lado da luz e não apenas pelo lado das trevas?

Sem dúvida nenhuma, A Disney veio com tudo nesse filme, mostrando que tem todo o potencial para tornar os novos filmes tão épicos quanto os primeiros e Star Wars – O Despertar da Força, merece a atenção de ser um dos melhores filmes da franquia. Se você é fã do Universo George Lucas e ainda não assistiu, corre até o cinema mais próximo para acompanhar de perto a batalha da Resistência contra o lado sombrio da força.

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