Oscar 2015 é marcado por protestos de famosos

Uma marca do Oscar 2015 foram os discursos em defesa dos direitos humanos.

Patricia Arquette, por exemplo, discursou a favor dos direitos iguais para as mulheres. John Legend, que ganhou o Oscar de melhor canção por “Glory”, do filme “Selma”, lembrou a luta pela igualdade social.

E numa campanha iniciada por Reese Witherspoon que pode ser resumido por: atrizes famosas, que estão cansadas de serem tratadas apenas como ~uma mulher em um vestido~ nos tapetes vermelhos, levantaram a voz contra o machismo com a hashtag #AskHerMore.

Nomes como Cate Blanchett, Julianne Moore e Emma Stone têm se recusado a apenas exibir seu “visual” e alegam que, enquanto seus colegas homens recebem perguntas relacionadas a carreiras e papéis nos filmes, para elas sobram questões sobre vestidos, penteados e dietas.

O grupo Representation Project, responsável pelo #AskHerMore, pede que a hashtag seja usada pelo público para pressionar os entrevistadores do Oscar, alegando que “muitas vezes os repórteres focam mais na aparência feminina do que em suas conquistas”.

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Como as estatuetas são feitas?

O resultado foram questões como “qual era seu plano B se fracassasse como atriz?”, “qual o melhor conselho que você recebeu?”, “que papel feminino você sonha em interpretar?”, com respostas bem mais interessantes.

Tanto que, desta vez, Reese não respondeu sobre seu vestido no tapete vermelho ao dar uma entrevista mas sobre a importância da hashtag e da valorização do papel das mulheres em Hollywood:

“Nós somos mais do que um vestido. São 44 mulheres indicadas este ano, estamos felizes por estar aqui e falar do trabalho que fazemos. É difícil ser mulher em hollywood e em qualquer área. Queremos falar sobre isso, queremos mais sucesso, e melhores papeis para as mulheres”.