Mommy

Por William Pereira Zanella

Vencedor de vários prêmios, incluindo o prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2014. Mommy, é um filme dirigido por Xavier Dolan.

O longa também foi indicado ao Oscar 2015 como ‘melhor filme estrangeiro’.

Diane (Anne Dorval) encontra-se sobrecarregada com a custódia em tempo integral de seu explosivo filho de 15 anos de idade, que sofre de déficit de atenção. Enquanto tentam sobreviver, a nova vizinha do outro lado da rua, Kyla (Suzanne Clément) benevolentemente oferece o apoio necessário. Juntos, eles descobrem um novo sentido de equilíbrio.

O filme conta a história de Steve, um adolescente hiperativo que mal cabe em si, e que cabe ainda menos naquele plano quadrado e sufocante que domina o filme quase em sua totalidade. O filme é produzido com as dimensões reduzidas da tela.

Algo único feito no cinema até hoje. Digamos que, quando a tela se expande juntamente com os horizontes do jovem e suas ‘mães’, há uma sensação indescritível de plenitude que compensa todo o desconforto sentido até ali.

Alguns podem aborrecer no começo pela redução de tela, mas esse era justamente o objetivo do cineasta franco-canadense. Que tende a ousar e positivamente acerta mais uma vez na condução deste, que talvez seja seu melhor trabalho até agora.

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A sensação de aperto vivida pelos personagens é extremamente impactante da forma que tal foi conduzida e muito bem executada no longa. Sensível, emotivo, explosivo.

A fotografia e a maravilhosa trilha sonora retrata todo o enredo de uma forma única, delicada.

Personagens intensos e complexos, ótimas atrizes, diálogos incríveis e uma trilha sonora repleta de simbolismos pra jamais esquecer. Isso é Mommy, um grito de libertação, rebeldia e amor extremo!

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