Logan

Por Ricardo Brandes

É fato: nunca fui fã de super-heróis. Até já tentei assistir alguns filmes da franquia X-men, sem sucesso.

Mas Logan é um caso à parte: após ouvir uma chuva de excelentes comentários e elogios, resolvi encarar o desafio.

Pra começar, o roteiro inicial de LOGAN já nasceu forte: mesmo pra quem não conhece tão bem o famoso personagem das histórias em quadrinhos da Marvel (além das suas famosas garras de Adamantium), já vai gostar do plot inicial: O trio de protagonistas Wolverine, Professor Xavier e a jovem mutante Laura (com uma interpretação magnífica da estreante Dafne Keen) costura um enredo marcante, mesclando questões de amizade, juventude e velhice de forma magistral.

Impossível não se comover com os dramas e reviravoltas do filme, seja na questão da paternidade, da proteção aos amigos, família, ou da própria luta pela sobrevivência entre o trio. (O pôster do filme por si só já é brilhante, e resume bem o mote do filme: Laura dando as mãos para Logan em uma cena repleta de simbolismo e sentimento).

Com a direção genial de James Mangold, a história do mutante se passa no futuro, em 2029, com Logan (Hugh Jackman) tentando levar uma vida normal como motorista de limousine (uma Limo Chrysler futurista de 2029, que pra quem AMA carros como eu, já vale o filme!).

Bom, a partir daí, Logan tenta ganhar a vida e algum dinheiro, para cuidar do seu amigo de longa data, o nonagenário Professor Xavier (em um papel muito comovente de Patrick Stewart) refletindo muito bem as questões da velhice extrema.

Em meio ao seu trabalho honesto, tentando levar uma vida pacata, longe de confusões, o passado de Logan continua a assombrá-lo: pessoas precisando da ajuda do super-herói, inimigos perseguindo sua vida (e sua dignidade mutante). E nessa problemática toda, Logan acaba encontrando a pequena Laura, que vai acabar mudando toda a sua visão de mundo e de vida.

Incrível como um filme de super-heróis pode englobar conceitos tão importantes sobre a vida, amizade e família!

Ah… Sim, o filme traz muita violência (tiro porrada e bomba, mutante!), lutas e batalhas épicas e sangrentas pela vida e sobrevivência, mescladas com questões que vão mexer com a alma e o coração do espectador, de forma quase mágica. Afinal, quem não torce por uma história de amizade, de família, mesmo que seja em um filme de um super-herói mutante, de garras afiadas?

Por fim, eu realmente me senti tocado pelo filme, e adorei o final (que fez até Hugh Jackman chorar). Sem spoilers! Assista para saber!