Liga da Justiça

Por Paolla Oliveira

Então finalmente a DC me conquistou, nunca dei muita bola para os filmes do Batman e quando saiu Homem de Aço olhei mas não foi algo que me prendesse do início ao fim, achei apenas mais uma versão das várias que eu já havia visto e lido sobre o Kryptoniano na terra. Batman vs Superman eu sequer assisti, porém agora após Liga da Justiça vou me obrigar a olhar com um pensamento diferente, mas eis a ordem: Homem de Aço, Batman vs Superman, Mulher Maravilha e então Liga da Justiça. Se me perguntassem sobre Mulher Maravilha eu precisaria de muitas e muitas linhas para dar minha opinião sobre este filme maravilhoso, mas resumindo: eu amei. Foi o que me fez ir correndo ao cinema assistir Liga da Justiça.

Primeiramente fiquei com não apenas um, mas dois pés atrás, primeiro por não termos o Superman, pois sem ele não é Liga da Justiça pra mim, e segundo por terem cortado o Lanterna Verde, coisa que nem precisa ser muito amante dos quadrinhos da DC pra saber que ele foi um dos fundadores da Liga. Mas ok, vamos lá. O filme começa logo após a morte de Superman com Batman cuidando de tudo, inclusive com uma bela ameaça alienígena farejadora de medo que se instalou em Gothan e demais cidades desde a morte de Clark. Quando a ameaça se torna demais para Bruce ele resolve que precisa de uma equipe, tudo se intensifica quando umas tais de caixas maternas são ativadas em seus refúgios muito bem resguardados e o Lobo de Estepe aparece para infernizar a vida das Amazonas e dos Atlantes após anos e anos.  Gostei da ideia de vilão envolver as Amazonas e os Atlantes, pois assim justificou ainda mais a união do grupo, achei meio forçado a entrada do Cyborg para o time primeiramente, mas depois quando tudo se tratava de tecnologia, inclusive ele mesmo, tudo fez sentido.

Eis que me surpreendi novamente, Bruce resolveu trazer Clark de volta através da tecnologia da caixa materna escondida pelos humanos, a mesma que trouxe Victor de volta a vida na forma de Cyborg, achei que não daria certo de primeira, mas deu, e realmente o Superman precisava dar as caras no filme da Liga, ou não seria o filme da Liga da Justiça.

Gostei também das referencias que eles usaram dos quadrinhos nos personagens do Aquaman e do Flash, mantendo a personalidade deles bem próxima a das histórias em quadrinhos, gostei também da referencia de romance entre Bruce e Diana, que também lembro ter nos quadrinhos, pontinho a mais.

A grande batalha do filme então foi contra o Lobo de Estepe que queria unir as três caixas maternas para transformar a terra no seu mundo sem vida e monstruoso, foi ai então que vimos a bela equipe que Bruce reuniu e como eles trabalharam lindamente juntos, apesar de Diana e Arthur lidarem bem com o Lobo eles não conseguiram vence-lo sozinho, foi quando Clark fez sua entrada triunfal e passou a ajudar a liga em tempo integral. Claro que eles venceram e impediram a terra de virar uma monstruosidade. Foi um filme que apesar de longo teve a capacidade de prender minha atenção do começo ao fim e como todos já sabíamos, terá mais, muito mais de onde saiu este. O final onde Bruce compra um prédio e planeja montar a sede da liga me fez sorrir, lembro-me da infância onde eu corria pra casa depois da aula pra olhar a Liga da Justiça e depois X-Men no SBT. Espero muito ver filme solo dos heróis e quando a Liga vier com um segundo filme estar com a equipe ainda maior, incluindo talvez o Lanterna Verde, Mulher Gavião e outros heróis Clássicos da DC.

Pra quem não assistiu, corre pro cinema que dá tempo, e pra quem já assistiu, assiste de novo e espera na ansiedade junto comigo pelos próximos.