La La Land – Cantando Estações

Por Ricardo Brandes

7 indicações ao Globo de Ouro; 14 indicações ao Oscar 2017: La La Land – Cantando Estações é uma grande surpresa da Sétima Arte e faz renascer os musicais com elegância e competência de uma obra genial!

Com magníficas atuações de Emma Stone e Ryan Gosling, esta obra prima do cinema moderno faz uma grande homenagem aos maiores clássicos do cinema de Hollywood.

A tão comentada cena de abertura, com um plano-sequencia incrível, surge antes da apresentação dos personagens principais, e dá o tom do que o filme tem para mostrar. Mas não se engane: após os 10 minutos iniciais de música, canto, dança e muito alto astral, enfim são apresentados os personagens Mia e Sebastian, e fica claro que, a partir daí, muito mais ainda está por vir.

Circulando entre o cinema e teatro de Mia (Emma Stone), e o Jazz do pianista Sebastian (Ryan Gosling), La La Land traz o melhor da história cultural de Hollywood, encantando os espectadores  mais exigentes. Mesmo que você não curta musicais, é difícil não se apaixonar pela história de Mia e Sebastian, repleta de encontros e desencontros. A química entre os atores está perfeita, o enredo muito bem amarrado, com idas e vindas no tempo, e a luta dos personagens por seu espaço ao sol cativa o espectador, que acaba cantando, dançando e sofrendo junto com eles em suas desventuras pelo mundo da arte.

Com muitas músicas, de excelente qualidade, dança, canto, sapateado e Jazz, o filme traz atuações magníficas da dupla de atores principais, além do elenco de apoio, reforçado por J. K. Simmons e o cantor John Legend (Que dá um fôlego extra ao filme, em sua segunda metade).

Com momentos memoráveis, entre os mais marcantes está a cena do teste final de Mia, com uma interpretação intensa, cheia de paixão e energia, digna de um Oscar para Emma Stone. Impossível não se comover com a cena…

Com uma fotografia esplêndida, lindas canções, e uma mensagem reflexiva sobre as escolhas e destinos em nossas vidas, La La Land – Cantando Estações é um filme maravilhoso e muito bem construído. Uma obra alto astral, que tem um grande final. Certamente, um trabalho merecedor de todos os prêmios e indicações recebidas! Vale o ingresso!