Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

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Por Ricardo Brandes

Chega ao fim mais uma saga de enorme sucesso nos cinemas: Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, que vem para fechar a franquia literária de Suzanne Collins.

Cabe citar que a trilogia literária acabou sendo dividida em quatro filmes: Os dois primeiros geniais e muito elogiados pelo público e crítica, fizeram história na sétima arte. Enquanto o terceiro filme, reflexivo e com pouca ação, veio somente para gerar lucros e abrir espaço para a última parte em questão, gerando críticas negativas entre os espectadores e críticos especializados.

Jogos Vorazes: A Esperança – O Final surge assim com menos apoteose, em ritmo lento e arrastado. A guerra se anuncia e domina a cena em mais de duas horas de luta e batalhas ferozes entre rebeldes e a capital, focalizados na figura do Presidente Snow e o símbolo dos insurgentes, Katniss Everdeen e a Presidente Alma Coin. Mas o amor também se faz presente através do triângulo amoroso de Katniss, Peeta e Gale, que provoca reflexões entre o trio e gargalhadas nos espectadores, nas cenas mais intensas e marcantes do filme.

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Katniss, Peeta e Gale

A guerra impera neste último filme, mas as questões familiares, amorosas e as disputas de poder se tornam intensas e vão crescendo aos poucos, até os momentos mais assustadores e sombrios, capazes de arrepiar os fãs mais apaixonados.

Um fato importante é a presença do personagem Plutarch Heavensbee, que tem grande importância na saga como projetista dos Jogos Vorazes. A profundidade do personagem mostra bem a questão do jogo político entre a capital e os rebeldes. O personagem foi interpretado pelo ator Philip Seymour Hoffman, falecido durante as gravações.

Plutarch Heavensbee / Philip Seymour Hoffman

Plutarch Heavensbee / Philip Seymour Hoffman

A questão da exibição em 3D do filme (o único da franquia que utilizou essa tecnologia) parece desnecessária, com poucas cenas de real importância para justificar o uso do 3D. Quem vê em exibição 2D não perde muita coisa.

Cabe relembrar aqui a importância da saga Jogos Vorazes, destinada ao público jovem, ao tratar com tanta propriedade da questão da guerra e das disputas de poder, das revoluções e de todo o jogo político, que atravessam a fantasia e se confundem com o mundo real. Afinal, no mundo de hoje, até que ponto as armas, bombas e exércitos em guerra podem lutar e garantir a paz do mundo? Até quando os seres humanos irão acreditar que a paz só será alcançada através de armas e da violência? Para quem assiste a saga Jogos Vorazes, fica claro que o mundo não precisa de ódio, de armas e guerras. Só precisamos lutar, por um mundo unido, e em paz.