Análise BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

Por Rafael Cunha

 

Não importa quem vença, nós ganhamos um Super Filme.

Filmes de heróis são produzidos em escala nos últimos anos, desde o primeiro  X-men em 2000, iniciou-se uma safra que hoje,  dezesseis anos depois, chega ao seu melhor momento. Com fãs divididos ou não, mas sempre cheios de expectativas, entre os universos DC e Marvel, todos acabam ganhando, quando filmes como Batman Vs Superman: A Origem da justiça chega aos cinemas.

A continuação de O Homem de aço foi anunciada em 2013, o alvoroço do anúncio ficou inflamado quando confirmada a participação de Batman para um confronto direto com o Superman. O diretor Zack Snyder havia contado na época que tinha uma história realmente surpreendente que valeria muito a pena levar até os cinemas, e por isso, o encontro iria acontecer. E ele estava certo.

A destruição ocorrida pelo ataque da nave de Zod a Metrópolis tirou a vida de milhares pessoas, entre as poeiras dos prédios destruídos, Bruce Wayne, alto ego de Batman, assisti a toda uma nação ser destruída por seres vindos de outros planetas, e mesmo que Superman tenha salvado o dia, para Bruce, ele carrega a culpa de todos os mortos. Esse é o ponto inicial, para que o morcego de Gothan City, assim como uma boa parte da população, acredite que o filho de Krypton não seja uma solução para a paz do mundo, e sim, um grande risco, para que a paz seja perdida de uma vez por todas.

Ben Affleck impressiona e dá realismo a um Batman maduro e experiente, que precisa tomar decisões difíceis mas que julga necessárias para o bem de todos. Responsável por algumas memoráveis cenas de combate no filme, Batman parece cheio de cicatrizes, mas capaz de ir até o excesso do seu esgotamento físico para defender a sua nação. Do outro lado do ringue, um Clark Kent (Henry  Cavill) cansado e cheio de complexidades, quase vencido pelos exaustos movimentos sociais pós e contra a permanência de Superman na terra, resumindo suas poucas forças nos conselhos de Lois Lane (Amy Adams) e  Martha Kent (Diane Lane).

Mesmo que Superman seja o catalisador de toda a história do filme, todos os outros personagem existem e estão ali, por que de alguma forma Superman os motivou a garantir a presença, é Lex Luthor (Jesse Eisenberg) que amarra e faz todo o jogo acontecer, ele é quem arremessa a bola ao campo. Lex chega já impondo sua presença, sem sobre força humana alguma, franzino, cabeludo e mimado, ele sabe exatamente quem é quem e o que deve fazer acontecer. E faz muito bem feito, todas as suas cenas devem se tornar mitológicas, devido o excesso de presença que consegue manter em tela.

Até um tempo atrás não era possível acreditar como um heroína mulher, não tão reconhecida como os dois grandes heróis do filme, poderia ganhar vida e ser ovacionada como a beleza de Gal Gadot foi capaz de fazer. A misteriosa personagem vai ganhando espaço na trama sem pressa, calmamente aparecendo entre uma cena e outra, sem muitas falas, sem muita imposição, até que WOW, temos a certeza, e só conseguimos pensar: Ela está aqui e é ela, a mulher maravilha.

O Universo DC chega ao cinemas da forma que todos acreditavam que iria acontecer, personagens reais, lotados de dilemas reais, humanos, sinceros. Se a Marvel mantém seus heróis como entretenimento para adultos e crianças, vozinhas e vovôs, a DC garante que seus heróis são aquém de algo mais, eles são pessoas com problemas reais, humanos, até quando não são deste planeta.