A Torre Negra

Por Johny Strassburger

Fazia muito tempo desde a última vez que saí do cinema insatisfeito com um filme. A Torre Negra, filme baseado na obra literária de Stephen King tinha tudo para ser o primeiro de sete sucessos, já que a coletânea é formada por 7 volumes. O filme apresenta a história de Roland Deschain (Idris Elba), o último de uma ordem conhecida como os Pistoleiros, que parte em uma jornada para encontrar a Torre Negra, o centro de convergência de todos os universos.

Esse lugar está prestes a ser destruído por Walter O’Dim (Matthew McConaughey), um poderoso feiticeiro também conhecido como o Homem de Preto. Enquanto que combates são travados em Mundo-Médio, uma dimensão distinta e alternativa, resultando em tremores no mundo real onde Jake Chamber (Tom Taylor), um garoto de 12 anos que sofre com visões e sonhos desses combates violentos e que parecem ser fruto de sua imaginação.

Nada contra a escolha do elenco, mas talvez Idris Elba não tenha percebido o quão importante é o personagem. Fico me perguntando se talvez algum outro ator afro-americano não se saísse melhor como, por exemplo, Djimon Hounsou ou Wesley Snipes. Mas convenhamos, há tempo para se redimir. É um ator ainda novo, com um futuro brilhante pela frente, com um papel em mãos que tem tudo para evoluir com o passar dos anos.

Já o talento e a carreira de Matthew McConaughey falam por si só. Todos sabem que é um dos atores mais bem pagos e requisitados de Hollywood, mas ao menos para mim ficou faltando aquele algo a mais da sua interpretação do Homem de Preto. Pela maldade do personagem, tive a impressão de ter faltado uma atuação mais expressiva, talvez um pouco mais sádica. Faltou a aura vilanesca ao personagem e respectivamente ao ator.

Tom Taylor foi uma surpresa agradável nos primeiros 30 minutos de filme. Nos mostrou realmente um adolescente com problemas tanto familiares quanto sociais, pela obsessão de obter respostas sobre as suas visões e sonhos. A partir do ato II, fiquei decepcionado, pois vi uma atuação um tanto quanto artificial, não demonstrando reações, emoções, nem nada do tipo por mais que estivesse meio a uma guerra apocalíptica.

Mas também não posso dizer que o filme não tenha seus momentos de prazer e tensão, pois mesmo com alguns percalços, o filme em si tem seus momentos de fascínio e tensão. As cenas de ação, com muitas balas são bem legais e muito bem-feitas. Adoraria ter visto mais cenas de tiroteios com o uso da câmera lenta, ficaria mais dramático em alguns pontos. Resumindo, apesar de ter suas pequenas falhas, quem for aos cinemas procurando um bom filme de ação com uma história promissora, irá encontrar em A Torre Negra o que procura. Para início de estória está de bom tamanho. Nós fãs, esperamos que as sequências (muito prováveis que aconteçam) venham de uma forma ainda melhor.