A Sociedade do Anel

Por João Paulo Conceição

A trilogia cinematográfica de O Senhor dos Anéis inspirou muitos jovens a apreciarem o mundo da fantasia. Ao escrever seus livros, Sir John Ronald Reuel Tolkien utiliza alguns mitos já existentes em diferentes culturas, como Elfos, Anões, Trolls, entre outros, e costura toda uma mitologia do mundo que chama de Terra Média. O diretor Peter Jackson consegue trazer muito bem todo este mundo para as telas. Os longas, filmados na Nova Zelândia, trazem paisagens espetaculares, combinadas com cenários impecáveis e batalhas eletrizantes.

As paisagens, inclusive, são uma grande marca dos filmes da trilogia. Muito exploradas descritivamente nos livros de Tolkien, são retratadas com cuidado e perfeição nos filmes, sendo por vezes mais exploradas que os próprios personagens.

Em A Sociedade do Anel, o primeiro filme da trilogia, é formado o grupo que irá se aventurar visando destruir O Um Anel (também conhecido como Anel de Sauron). A única maneira para isso é o atirar na lava da Montanha da Perdição, que está dentro dos domínios de Sauron, o qual está recuperando suas forças, aliado ao mago branco Saruman.

Para esta perigosa tarefa, voluntariam-se Aragorn e Boromir, humanos, Legolas, um elfo, Gimli, que é um anão, Gandalf, o mago, além do hobbits Meriadoc Brandibuque (Merry), Peregrin Tuk (Pippin) e, por último mas não menos importantes, Frodo Bolseiro e seu fiel escudeiro Samwise Gamgi (Sam). Cada integrante tem função vital para o grupo e para o desenrolar da história.

Integrantes da Sociedade do Anel, da esquerda para a direita: Alto - Aragorn, Gandalf, Legolas, Boromir, Baixo – Sam, Frodo, Merry, Pippin e Gimli.

Integrantes da Sociedade do Anel, da esquerda para a direita: Alto – Aragorn, Gandalf, Legolas, Boromir, Baixo – Sam, Frodo, Merry, Pippin e Gimli.

A trilha sonora, que conquistou o Oscar no ano de 2002, é um dos grandes pontos positivos da obra. Elaborada por Howard Shore, dá tons marcantes a quase todas as cenas do filme. Especificamente, a trilha da Sociedade do Anel (vídeo abaixo) ainda ecoa em minha cabeça, sempre associada a atos heroicos.

Uma imagem paradoxal de herói é desenhada no personagem de Frodo Bolseiro. Sendo um hobbit, não possui tamanho, força ou nenhuma outra aptidão para o combate. Mesmo assim, entendendo a situação, Frodo decide por espontânea vontade assumir o fardo de carregar o anel nesta jornada. “Eu levarei o anel a Mordor, embora não saiba o caminho”. A coragem e a obstinação do pequeno hobbit servem de inspiração para o mundo fora das telas. Galadriel, a Rainha dos Elfos, cita no filme uma frase que pode ser tomada como lição por muitos: “Até mesmo a menor das criaturas pode mudar o rumo do mundo”.

Merry, Frodo, Pippin e Sam: Os pequenos Hobbits que mudaram a Terra Média.

Merry, Frodo, Pippin e Sam: Os pequenos Hobbits que mudaram a Terra Média.