A ESCOLHA

Por Carolina Fioravanço da Silva

Decidi escrever esse texto sobre um dos meus filmes favoritos dos últimos dias. Um filme que me viciou desde o primeiro instante em que eu o vi, num sábado à noite enquanto eu estava sozinha em minha casa. Uma amiga havia me indicado esse filme há um tempo atrás. Nós duas somos apaixonadas por filmes de romance, e toda vez que vemos um que gostamos indicamos para a outra. Então aí vai a minha descrição e avaliação de um maravilhoso filme: A Escolha.

Como em todo filme decente de romance, temos um homem e uma mulher, amigos ou não, que de alguma maneira acabam se apaixonando um pelo outro. E nessa história não é diferente. Temos Travis, um mulherengo que não acredita no amor, e Gabby, uma mulher bonita e inteligente que acabou de se mudar para a vizinhança. O que primeiro parecia uma implicância de vizinhos, se torna uma paixão com um quê cômico entre os dois. Porém, se formos respeitar as regras dos filmes, sabemos que uma hora ou outra algo vai acontecer com esse casal apaixonado, geralmente algo como uma briga, nos fazendo questionar se eles ainda irão ficar juntos. Filmes assim geralmente têm dois finais: a) o homem ou a mulher corre atrás de sua paixão, esperando ser perdoado para que assim possam viver juntos para todo o sempre; e, b) cada um segue sua vida sabendo que os dias de paixão do passado ficarão para sempre em suas lembranças como os melhores dias de suas vidas. Nesse caso, nossos personagens seguem a primeira opção. Então vem o casamento, os filhos e o felizes para todo o sempre. Assim como em todos os contos de fadas, a história poderia terminar aí. Mas como não estamos falando de príncipes e princesas, sempre teremos algum acontecimento que ponha em risco o amor desse casal. E nós temos. O acidente. Um acidente de carro que deixa Gabby em coma, e que nos faz perguntar a nós mesmos “será que ela vai sobreviver?”, “o que vai acontecer com Travis?”, “e se ela morrer, tudo simplesmente vai acabar assim?”, o que na verdade, é o que os produtores do filme querem que você faça, porque de certa forma mantém todo o drama do filme. Mas você, que está assistindo o filme, sabe que ele não pode terminar assim, porque honestamente, se terminasse seria uma completa porcaria. Gabby morrendo e deixando para trás o grande amor de sua vida e seus dois filhos? Não faria o menor sentido. Então, a gente fica com esse sentimento de que ela vai acordar e eles irão retomar tudo de onde pararam, o amor, a casa e a família. E no final das contas, é exatamente isso que acontece. Tudo termina perfeitamente como deveria. Com o Felizes Para Sempre. Pelo menos, é o que todos os filmes aparentam no final. Toda a história que se segue após isso fica por conta da nossa imaginação. E é isso. Embora esse seja um filme meio previsível, o Sr. Nicholas Sparks conseguiu me arrancar algumas lágrimas, assim como fez em Um Amor Para Recordar, A Última Música, Diário de Uma Paixão, e outros sucessos de sua autoria. Sempre fazendo de tudo para manter o amor entre os personagens vivos. Sempre nos surpreendendo.

Não sei ao certo se fiz esse texto para resumir e criticar o filme ou para falar o quanto eu gosto do Nicholas Sparks e suas histórias. Só o que eu sei, é que eu super recomendo esse maravilhoso trama para todos aqueles que gostam de histórias inusitadas com finais felizes. Um filme de Ross Katz, com Teresa Palmer e Benjamin Walker, A Escolha é um filme perfeito em todos os sentidos, que você pode ver com quem quiser e a qualquer hora do dia.

De uma amante das telonas para vocês.